(12) 3971-6110

MoNa – Pedra do Baú

Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú

A Saga do Baú

Conhecida e admirada por muitos viajantes desde tempos remotos, a Pedra do Baú sempre chamou a atenção na paisagem por seu contorno único e beleza cênica. Atingindo 1950m de altitude em seu topo, em plena Mantiqueira Paulista, a Pedra e seu entorno está envolta não apenas na cerração da manhã e dos dias nublados, mas também em diversas lendas, originárias da imaginação popular sobre o “gigante adormecido no seio da mata virgem” (LIMA SILVA, Isaura). A mais famosa localmente é a dos Três Irmãos, mas há ainda: a Mãe do Ouro, o Reino do Rei Beijaúme, o Baú e seu tesouro, a Toca e outras baseadas em casos relatados e “aumentados”. Fonte de inspiração ainda de sonetos, como “A mágoa do granito” (Affonso José de Carvalho, 1918), “Pedra do Bahú” (Plínio Salgado, 1915) e “Pedra do Baú” (Bento Cortez, 1962).

Os pioneiros

Pode-se dizer que existe um marco na história do Baú, que é o ano de 1940. Até esta data, não há registro histórico de que alguém tenha conseguido chegar ao seu topo, esta proeza se deu com dois irmãos sambentistas extremamente corajosos e determinados: os “irmãos Cortez” Antônio Teixeira de Souza e João Teixeira de Souza. Ambos eram conhecidos como Cortez devido ao sobrenome da avó paterna, dona Gertrudes Eufrosina Cortez.
Após sonhar com o grande feito desde a infância, foi precisamente no dia 12 de agosto do ano de 1940, quando o irmão mais velho (Antônio) já contava 51 anos de idade, que ele e, logo em seguida, o caçula (João) tiveram a honra de descortinar o topo da enorme pedra granítica.
Existem ao menos duas versões sobre um sonho relatado por Antônio antes de conseguir escalar a Pedra. O fato é que, após um sonho, ele decidiu fazer a tentativa pela face Sul (voltada ao bairro do Baú), onde é possível se comprovar, nos dias atuais, que a subida é um pouco menos íngreme, mais arborizada, a rocha menos nua. Ainda assim, foi necessário vencer obstáculos como paredões de rocha lisa de, aproximadamente, oito metros de altura, intercalado com matas onde se encontravam plantas com espinhos que, vez ou outra, rasgavam suas vestes e faziam cortes em suas peles. Utilizaram o tronco de uma árvore e as próprias mãos apoiadas às “trincas” ou “fissuras” da rocha. E foi desta forma que, primeiro Antônio e depois João chegaram pela primeira vez ao topo da famosa e cobiçada Pedra.
Após a subida dos dois irmãos, Antônio levou também sua esposa, que ficou conhecida como a primeira mulher a subir a Pedra, e também seus filhos. Finalmente, aos 22 de junho de 1945 foi registrada a primeira descida de Antônio Cortez pela face norte, com cordas (o rapel daquela época).

Oficializando

É perfeitamente compreensível que tenha sido difícil acreditar no sucesso desta empreita àquela época. Mesmo diante de tamanha euforia, seria necessário provar diante de outros olhos que a Pedra do Baú não era mais um local inexplorado e que, finalmente, muitos poderiam realizar o sonho de conhecer seu topo, observar São Bento e a região do alto, matando uma curiosidade que é intrínseca ao ser humano. Para tanto, uma nova data foi marcada para que uma caravana acompanhasse os irmãos na segunda escalada, para testemunharem o feito. Na primeira subida, apenas alguns poucos matutos da redondeza presenciaram, incrédulos, e seus familiares os receberam de volta felizes por estarem sãos e salvos.
Marcaram a nova escalada para o dia 19 de agosto de 1940. Foram reunidas autoridades sambentistas da época e convidados de São Bento e outras cidades vizinhas. Conforme relatos, foi por volta de 12h que os irmãos apontaram sobre a Pedra e hastearam uma bandeira do Brasil, enquanto os expectadores aplaudiam entusiasmados do Bauzinho. A banda da cidade ali presente também tocou o Hino Nacional. Neste mesmo ano era comemorado o cinquentenário da instalação da Comarca e, em edição especial, o jornal local Correio de São Bento, fundado por Plínio Salgado, incluiu um artigo sobre a conquista do cimo do Baú, de autoria e redação de José Vicente Costa, escrivão da polícia. Na sequência, a notícia chegou à capital paulista e se espalhou por outras regiões do Estado, sendo divulgada em outros jornais. Nestes anos de turbulência política do governo de Getúlio Vargas, em regime do Estado Novo, o estado de São Paulo era governado sob intervenção federal por Adhemar Pereira de Barros, que recebeu a notícia através de um telegrama.

Villares, grampos e o primeiro Refúgio de Montanha do Brasil

No ano de 1943 teve início a construção das famosas escadinhas. Alguns degraus feitos de ferro, outros de pedra quebrada. O transporte nos ombros dos trabalhadores. Seiscentos e dois degraus no final. Como tudo começou? Bem, de alguma forma, Antônio Cortez conheceu um certo Dr. Luiz Dumont Villares, o que não se sabe ao certo nos dias atuais por existirem duas versões para este primeiro encontro. O fato é que nasceu uma importante amizade entre os dois, que rendeu bons frutos, no final das contas, ao município. Conta-se até mesmo que o Sr. Villares, além de patrocinar a construção das escadinhas, ajudou financeiramente o amigo até o final de seus dias.
Luiz Dumont Villares era sobrinho de Alberto Santos Dumont. Tornou-se um grande amigo de São Bento por seus feitos que incluem, além dos benefícios à Pedra, a fundação do Acampamento Técnico Educacional Paiol Grande, hoje Acampamento Paiol Grande. Em 1956 recebeu o título de Cidadão Honorário deste município. Engenheiro eletricista de formação, aos vinte e dois anos ingressou na firma Pirie, Villares & Cia., substituindo seu irmão Carlos, cofundador nesta empresa que inicialmente produzia elevadores, escadas rolantes e motores elétricos, desde 1918. Em 1944, Luiz funda a Villares Metals, que está no mercado até os dias de hoje. A empresa atualmente atua em vários segmentos no mercado e ainda contém parte de seu capital composto por ações de descendentes dos fundadores.
As escadas e o Refúgio de Montanha foram construídos na mesma época. Luis Villares comprou terras do entorno da Pedra para garantir o acesso às pessoas. Esta informação pode ser comprovada em registros de cartório. Em seguida, Villares contratou a construtora “Floriano Rodrigues Pinheiro”, que levava o material para a construção do abrigo até onde havia caminho para o caminhão, depois os animais de carga faziam o restante do trajeto até a base da Pedra. A partir de 30 de agosto de 1943, foram instaladas as escadas da face sul (lado do bairro Baú) e em momento posterior, as da face norte (Paiol Grande).
No dia 1º de abril de 1945 foi feita a demarcação da casa, que deveria ocupar um espaço de 4m de largura por 14m de comprimento. No dia 10 de abril, houve o início das obras: pedras do alto do Baú foram dinamitadas para os alicerces, e os outros materiais necessários à obra foram transportados por uma bica de tábua, puxada por carretilhas pedra acima e pelos ombros dos funcionários. Para concluir a obra o tempo gasto foi de um ano e dez meses.
Infelizmente, o Refúgio logo após ter sido inaugurado já começou a sofrer os danos do vandalismo. Pouco depois de inaugurado, um grupo de visitantes que lá havia pernoitado atirou nas paredes e no livro de assinaturas que havia no local, preso por uma corrente de aço inoxidável, para o registro dos visitantes. A ocorrência foi feita na Delegacia e houve um acordo em que os réus pagaram as despesas do conserto, porém, o livro dos visitantes nunca mais foi visto após este incidente. Ao longo dos anos, o vandalismo continuou até que, na década de 1980, havia apenas a chaminé da lareira e os alicerces. Hoje, podemos observar apenas partes do alicerce.

A Pedra hoje

Desde o ano de 2010, o complexo rochoso da Pedra do Baú foi instituído Monumento Natural Estadual, com gestão compartilhada entre o município de São Bento do Sapucaí – gestão municipal, por sua localização geográfica – e pela Fundação Florestal – gestão estadual. Existe ainda um Conselho do MoNa Pedra do Baú, composto por dez conselheiros e seus respectivos suplentes, ou seja, além de uma gestão compartilhada, regida por uma Lei específica, ainda existe um grupo de pessoas de diferentes segmentos preocupados com o uso público, a gestão ambiental e a aplicação dos recursos provenientes da Taxa de Conservação. É preciso paciência para vislumbrar grandes avanços no local, uma vez que a máquina pública tem seus entraves, entretanto, melhorias têm sido feitas ao longo destes últimos anos. Breve estará em execução a construção da guarita e dos sanitários de alvenaria, para organizar melhor a recepção aos turistas na portaria; já é previsto o Plano de Manejo para o ano de 2017, pela Fundação Florestal; a manutenção das escadas será feita para oferecer maior segurança e o acesso aos não escaladores; placas informativas existem no local; a Femesp – Fundação de Montanhismo do Estado de São Paulo está trabalhando junto ao Conselho e aos gestores para, futuramente, implantar o Museu do Mona, com o intuito de manter vivo o aspecto histórico-cultural da localidade, resgatando toda a história da Pedra e ainda com foco educacional e informativo. Além do museu, estão previstos o Centro de Visitantes com souvenires e a oferta de cursos e treinamentos.
Vale a todos os apaixonados pela Pedra do Baú – tanto os escaladores quanto os turistas e visitantes locais – sonhar com tudo o que é possível, desde que ecologicamente e socialmente correto e sustentável, que não deprecie o ambiente e sua memória, bem como possa promover benefícios ao turismo e à comunidade.
Não nos esqueçamos ainda dos grandes homens que escreveram as páginas iniciais desta linda saga do Baú: os irmãos “Cortêz” Antônio e João Teixeira de Souza, de quem ninguém pode tirar o mérito de terem sido os pioneiros a escalar a Pedra, abrindo caminho a nós que estamos aqui hoje e o Sr. Luiz Drumond Villares, grande amigo desta cidade que foi o bem feitor das obras que facilitaram a subida a todos quantos queiram admirar a bela vista do alto. Aos operários que arriscaram suas vidas nesta árdua tarefa de afixar as escadas e os grampos na rocha e ousaram vencer a gravidade para construir um refúgio no local mais improvável, nossos aplausos. Às primeiras mulheres e crianças que subiram antes das escadinhas, aos familiares que ficavam apreensivos a cada subida dos irmãos e dos operários, nossa admiração. A todos estes homens bravos e de coragem, somos eternamente gratos.

Texto: Jane Soldtner
Fotos: extraídas do livro “Pedra do Baú – um mito, uma maravilha, uma justiça”, de Isaura Aparecida de Lima Silva.

Nota: a principal referência para este compilado foi à obra “Pedra do Baú – Um mito, uma maravilha, uma justiça”, da autoria de Isaura Aparecida de Lima Silva. Outras informações que aparecem no texto foram buscadas em sites da internet ou coletadas com munícipes.

Caros (as), a partir do mês de dezembro iniciaremos os encontros preparatórios para a Constituição do Conselho Consultivo para o MoNa Pedra do Baú. Nestes encontros os interessados em fazer parte do Conselho, mas que não estão organizados juridicamente, poderão discutir entre si, escolher seus representantes e inscrever-se no edital a ser publicado pela Fundação Florestal.Aqueles que possuem instituições formalizadas também serão convidados a fazer parte via documento encaminhado diretamente pela Fundação Florestal.

Abaixo segue cronograma com data, local, horário e convidados para os encontros:

Data: 15/12/2011
Horário: 18h30
Local: Pousada Sítio do Robertinho (Bairro Baú do Centro)
Convidados: Baús e Torto

Data: 16/12/2011
Horário: 18h
Local: Acampamento Paiol Grande (Bairro Paiol Grande – Km 7)
Convidados: Paiol São Sebastião, Paiol São Paulo, Paiol São Pedro, Coimbra

Data: 17/12/2011
Horário: 15h30
Local: Ecoparque Pesca na Montanha (Estrada São Bento do Sapucai-Campos do Jordão)
Convidados: Região Pedra do Baú / Grambaú – Região do Toldi / Altiplano do Baú

Contamos com o apoio de todos para divulgação desta agenda.
Márcia Azeredo João Mauro Carrillo
Prefeitura SBSapucai Fundação Florestal

Data: 20/07/2012
Horário: 09h às 12h
Reunião do Conselho Consultivo

Data: 03/08/2012
Horário: 09h às 17h
Reunião do Conselho Consultivo

  • Taxa – R$10,00 (dez reais) por pessoa;

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: DAS 08H ÀS 18H

Acessem o blog: www.conselhomonabau.blogspot.com.br/

Esta é uma unidade de conservação sujeita a normas e regras

** NÃO É PERMITIDO **

  • Acampar;
  • Caçar;
  • Uso de drones sem autorização do orgão responsável;
  • Atividades com uso de fogo;
  • Captação de imagens para publicação sem autorização da Fundação Florestal;
  • Uso de equipamentos sonoros sem a utilização de fone de ouvido;
  • Estacionar fora das áreas reservadas para estacionamento;
  • Despejo de lixo ou entulho;
  • Realizar coleta de produtos ou subprodutos florestais;

© 2017 - Prefeitura Municipal de São Bento do Sapucaí - SP

Desenvolvido por FLIP COLOR

Turismo em São Bento do Sapucaí Vídeo Pt. 2

 
 

×
Turismo em São Bento do Sapucaí Vídeo Pt. 1

 
 

×
Trilha Ecológica RIO VIVO – Ana Chata e Bauzinho

 
 

×
Branca Tirana, por João Mulato e Douradinho e Grupo Novos Araçás

 
 

×
Programa Sincovat – 25/02/2013

 
 

×
Bairro do Cantagalo

 
 

×
Gula e Cia – Chocolate D’Viez

 
 

×
Coração Bento do Sapucaí

 
 

×
Slides

 
 

×
GoPro

 

×
Turismo - Base Comunitária

 
 

×
Congada - Dona Luzia

 
 

×
AVISO - Webmail

Leia com Atenção!

Devido ao vírus que atacou diversos computadores do mundo todo nessa última sexta e sábado, peço que você usuário do Webmail da Prefeitura Municipal de São Bento do Sapucaí siga as seguintes instruções antes de entrar efetivamente no nosso Webmail:

1 – Verifique se seu antivírus está com as definições atualizadas;
2 – Ao entrar na sua caixa de e-mail NÃO ABRA NENHUM E-MAIL ainda;
3 – Vá para caixa de Spam e apague todos os e-mails;
4 – Volte para a Caixa de Entrada (mas ainda NÃO ABRA nenhum e-mail);
5 – Na Caixa de entrada, com muita atenção e cuidado vá apagando os e-mails de remetentes desconhecidos, os que estão em outro idioma, de propaganda, de bancos, etc. Ou seja, só deixe e-mails que você realmente confiar;
6 – Faça esse procedimento para os e-mails que chegaram desde o dia 10/05, 6 dias atrás;
7 – Não baixe nenhum arquivo anexo que seja estranho.

Acesse o webmail no botão abaixo e siga as instruções explicadas. Obrigado!

Secretaria de Administração

Acesse o Webmail
×