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São Bento do Sapucaí: Sinta Essa Experiência

Por Walkyria Ferraz

Com um clima temperado na divisa entre os estados de São Paulo e Minas Gerais, a cidade de São Bento do Sapucaí, nome advindo do santo padroeiro e do rio Sapucaí que corta o município, conta com pouco mais de 11 mil habitantes e é um dos municípios que integram o Circuito Mantiqueira.

A 185 km de São Paulo, o município montanhoso abriga-se a uma altitude média de 1.500 m e apresenta matas praticamente virgens formadas de araucárias e outras árvores nativas. Abriga animais silvestres como tucanos, papagaios, maritacas, beija-flores, saguis, esquilos, lobos guará, etc.

Avistado por vários pontos da Serra da Mantiqueira, o Complexo Pedra do Baú, nome advindo do tupi-guarani, Embaú, significa “ponto de vigia”, sendo considerado o cartão postal do município. Para se chegar ao cume da Pedra é necessário subir 600 degraus feitos de grampos cravados na pedra. Não é recomendado aventurar-se sem um guia turístico e equipamentos específicos.

Completam ainda o Complexo as pedras – Ana Chata e Bauzinho – que possibilitam uma vista excepcional de todo o Vale do Paraíba. Desde 28/12/2010 esse complexo rochoso transformou-se em “Monumento Natural Estadual”, sendo o 2o do Estado de São Paulo.

Além do Complexo da Pedra do Baú, é possível encontrar ainda no município cachoeiras, como a Cachoeira do Toldi, que tem uma queda de 70 m de altura e um visual em meio à mata fechada e a Cachoeira dos Amores, muito frequentada devido aos conjuntos de quedas e poções que permitem um banho refrescante em dias de calor. Trilhas, passeios de bicicleta, rapel, arborismo, tirolesa, escalaminhada, voo livre e muito mais, são atividades desenvolvidas aqui.

São Bento do Sapucaí também exibe nas histórias contadas pelos moradores mais antigos o folclore e a tradição que vem desde os tempos dos escravos, no bairro do Quilombo, e permanecem até hoje.

O mestre escultor, Benedito da Silva Santos, o Ditinho Joana, conhecido nacional e internacionalmente, reforça a paixão pelo passado, retratando em suas esculturas em madeira o dia a dia do homem do campo, que sai todas as manhãs para trabalhar com o gado, com a lavoura, utilizando sempre o sapatão desgastado como característica. Sapatão este que se transformou na marca registrada do trabalho deste grande escultor. A vocação artesanal dos moradores do bairro não para por aí. A Associação dos Artesãos do Bairro do Quilombo intitulada “Arte no Quilombo”, abriga o trabalho de vários artesãos do bairro, com destaque para peças utilizando a palha de bananeira e de milho.

São encontrados também no município trabalhos a base de mosaicos, em peças de vidro através da técnica “fusing” e peças feitas a partir do cobre.

O artesanato local apresenta muitos produtos feitos a partir do que é oferecido pela terra, como é o caso da arte na palha de bananeira, que gera esteiras, cadeiras, redes, quadros, arte na palha de milho, na madeira, argila, fibras, sementes, bordados, pinturas e crochês. Uma grande variedade de produtos pode ser encontrado na Casa da Cultura.

As manifestações culturais também despertam grande interesse nos visitantes da cidade, como o Carnaval, que traz os quatro bonecões tradicionais que contam com mais de dois metros de altura, popularmente apelidados de Zé Pereira, Maria Pereira, Mariazinha e Kiko, desfilam pelo centro da cidade com o toque da Lira Musical Sambentista, sendo acompanhados por crianças e adultos que se empolgam com o batuque alegre; além do Arraiá do Nhô Bento e Festival de Inverno, que aquecem o friozinho de junho e julho, respectivamente.

A população sambentista é tradicionalmente católica e herdou dos antepassados a arquitetura antiga, casarões espalhados por todo o centro da cidade e uma infinidade de igrejas datadas do século XIX, que hoje possibilitam o circuito religioso, onde são preservados, em grande parte, os materiais em adobe e terra vermelha com o qual eram construídas, resgatando assim, nas imagens e pinturas, a história dos primeiros habitantes de índios, de bandeirantes e de escravos na cidade.

Para os amantes de uma boa gastronomia, a cidade paulista exala no ar o cheiro das deliciosas comidas preparadas ao estilo mineiro, com direito a fogão à lenha e temperos produzidos com produtos fresquinhos de plantio da região.

Os restaurantes, que atendem a todos os paladares, dividem-se entre os mais rústicos, com o preparo de comidas caipiras, até os mais requintados, com comidas e bebidas encontradas nas grandes capitais.

Este pequeno município da Serra da Mantiqueira possui também grande vocação para a agricultura atrelada ao turismo, uma vez que suas terras férteis permitem o plantio de verduras, legumes e frutas, que pelas suas variedades e qualidades, estão sendo cada vez mais requisitadas entre os turistas. A framboesa-dourada é um exemplo deste sucesso, fruta fina e exótica, é bastante apreciada nacionalmente e é encontrada no município. Além da framboesa, cultiva-se também atemoia, morango, amora, cambuci, pêssego, ameixas, mirtilo, maça e variedades viníferas de uvas. O município é um grande produtor de Banana e atualmente de lúpulo, sendo que este segundo é o primeiro cultivo iniciado no Brasil.

Quando o assunto é hospedar-se, a cidade está repleta de pousadas aconchegantes espalhadas por todo o município, que vão desde o estilo rústico ao moderno. As pousadas oferecem café da manhã com mesa farta com produtos preparados pelos próprios proprietários e infraestrutura diversificadas, em uma grande oferta para todos os gostos e estilos.

O município implantou há pouco um projeto turístico nomeado “Villa Cantagalo – Turismo Rural Comunitário”, que surgiu no Bairro do Cantagalo com o objetivo de beneficiar diretamente as famílias com geração e distribuição de renda, agregando valores como a solidariedade e a troca de saberes. Trata-se de um espaço ocupado pela agricultura familiar onde natureza, história e cultura são valorizados. Os passeios oferecidos permitem o contato com a exuberãncia das paisagens e a simplicidade da roça, resentada através das refeições preparadas no fogão à lenha com produtos locais, da mesa farta e dos causos contados pelos moradores mais velhos e experientes. O slogan ‘Aqui a vida passa sem pressa’ convida o turista a se deliciar na calmaria do campo.

O bairro é alto, por isso frio, tem uma natureza preservada, moradores receptivos e através das 2 pousadas/restaurantes, do café, do artesanato e dos monitores se é possível realizar trilhas, andar á cavalo, conhecer a cachoeira, a agroindústria de azeite extra virgem, colher da horta, fazer oficina de compotas, tirar leite ao pé da vaca, fazer roda de fogueira e contar histórias. É um mundo a parte, de bem estar e vivências que encantam.

Por oferecer contato com a natureza e convívio com uma população acolhedora, que tem muita história para contar, São Bento do Sapucaí foi inspiração para que Lamartine Babo, freqüentador assíduo desta cidade à sua época, compusesse a conhecida canção “No Rancho Fundo”, que traduz o sossego e as belezas desta terra localizada no alto da Serra da Mantiqueira.

Para conhecer os atrativos turísticos, culturais, meios de hospedagem e alimentação, o município matem um receptivo que fica no Portal de entrada da cidade, na Av. Ver Sebastião José Galdino, s/no, telefone (12) 3971-2453, com equipe preparada para o atendimento aos visitantes.

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Turismo em São Bento do Sapucaí Vídeo Pt. 2

 
 

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Turismo em São Bento do Sapucaí Vídeo Pt. 1

 
 

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Trilha Ecológica RIO VIVO – Ana Chata e Bauzinho

 
 

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Branca Tirana, por João Mulato e Douradinho e Grupo Novos Araçás

 
 

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Programa Sincovat – 25/02/2013

 
 

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Bairro do Cantagalo

 
 

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Gula e Cia – Chocolate D’Viez

 
 

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Coração Bento do Sapucaí

 
 

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Slides

 
 

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GoPro

 

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Turismo - Base Comunitária

 
 

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Congada - Dona Luzia

 
 

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